domingo, 2 de agosto de 2009

direto de 1981

Arquitetos pegam na massa e dão exemplo
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 01 de dezembro de 1981

Domingo, a partir das 10h30min, uma festa da cumeeira de características originais aconteceu no bairro Tarumã, num conjunto habitacional que a Sakamori ali está construindo. Alunos e professores do curso de arquitetura da Universidade Federal do Paraná se confraternizaram, num ambiente descontraído, com mestres-de-obras e operários pela finalização de uma casa popular que foi totalmente erguida por 26 estudantes, num trabalho prático do "arquiteto construindo".

Dentro de uma nova proposta de integração dos futuros arquitetos na realidade do mercado, uma das filosofias que o professor Leo Grossman levou para a chefia do Departamento de Arquitetura do Setor de Ciências Tecnológicas da UFP, o professor José Sanchotene, 39 anos, da turma de 1962 da UFPR, titular da cadeira de Composição 6 propôs aos 26 alunos do 3º ano, a tarefa de construção de uma casa popular. Durante 60 dias, jovens entusiastas - entre os quais muitas moças, habitualmente de unhas esmaltadas e mãos bem tratadas, aprenderam a preparar cal e cimento, a colocar tijolos e a erguer paredes - num trabalho prático e que "se destina, antes de tudo, a mostrar que o arquiteto está mudando a imagem de apenas conceber projetos nas pranchetas, distante da realidade", como explica Sanchotene - capaz de se inflamar ao falar desta nova forma de atuação-integração-ação dos estudantes.

Ao que se saiba, esta foi uma das primeiras vezes no Brasil - e com certeza, a primeira nos 20 anos de existência do curso de arquitetura da UFP, que os estudantes levaram um trabalho prático até as ultimas [conseqüências]. Se os futuros profissionais de quase todas as áreas tem estágio e aprendizado prático, desenvolvido em indústrias, empresas, escritórios-modelos etc; os arquitetos se propuseram, agora, a não permanecer apenas comodamente nas pranchetas de escritórios acarpetados e com ar condicionado, mas, isto sim, chegarem [à] obra física, conviver com operários e mestres-de-obras, aprendendo, na prática, a melhor forma de solucionar um problema real. "Acredito que frente a uma nova realidade de mercado, em que a mão-de-obra escasseia e encarece, o arquiteto, mesmo não invadindo a área do engenheiro, tem que conhecer de fato aquilo que pretende ver edificado", diz Sanchotene, consciente também de que esta experiência desenvolvida no conjunto popular que vem sendo executado pela Sakamori Empreendimentos, não se repetirá da forma gratuita como foi feita. Afinal, no momento em que 26 estudantes se dispuseram, durante 2 meses, a trabalhar graciosamente passaram a representar uma (desleal) concorrência com os operários e se o Sindicato dos Empregados na Indústria da Construção Civil do Estado do Paraná tivessem a organização e a fiscalização existente em outros centros, teriam surgidos protestos. Entretanto, foi apenas uma experiência - que se encerrou na conclusão da unidade-piloto e se houver uma nova proposta, em 1982, o mínimo que se fará é que a empresa beneficiada com esta mão-de-obra voluntária, faça o pagamento correspondente aos empregados que nela seriam utilizados e a importância reverterá em favor do sindicato da classe.

rubens meister

RUBENS MEISTER -1922-2009
RACIONALISMO E RIGOR CONSTRUTIVO
RUBENS MEISTER FOI RESPONSÁVEL PELA DIFUSÃO DO MOVIMENTO MODERNO EM CURITIBA A PARTIR DO CONCURSO PARA O TEATRO GUAÍRA (1948) ATÉ A DÉCADA DE 1960, QUANDO TEVE INÍCIO O CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

POR SALVADOR GNOATO

Rubens Meister nasceu em Botucatu, no Estado de São Paulo, em 1922, mas criou-se em Curitiba. Descendente de suíços, cursou o primeiro grau na Deutscheknabeschule (escola alemã para meninos) do Colégio Bom Jesus, onde aprendia-se e falava-se alemão.

Depois de matriculado em engenharia civil na UFPR (Universidade Federal do Paraná), Meister foi ao Rio de Janeiro onde se classificou no curso de arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, mas não prosseguiu com os estudos. No ano seguinte à sua formatura, em 1947, Meister começou a lecionar a disciplina Construção dos Edifícios: Arquitetura, no curso de engenharia civil da UFPR, onde foi o responsável pela introdução do ideário da arquitetura moderna para uma geração de engenheiros que atuaram profissionalmente com projeto. Em 1956 Meister presidiu uma comissão encarregada de criar o curso de arquitetura e urbanismo na UFPR, no Centro Tecnológico. Na procura por professores, convidou pessoalmente Vilanova Artigas.

Em 1959, o engenheiro fez sua primeira viagem à Alemanha e, em 1970, à América do Norte. Meister se atualizou e complementou sua formação específica em arquitetura de forma autodidata. Para isso valeu-se de revistas importadas, como Architectural Record, Architectural Forum, Progressive Architecture, L'Architecture d'Aujoud'hui, além da brasileira Acrópole, entre outras.

Recém-formado, participou do concurso do Teatro Guaíra e obteve o terceiro lugar. O concurso foi vencido por dois projetos acadêmicos, resultado de um júri conservador. Mas seu projeto foi escolhido pelo governador Bento Munhoz da Rocha como parte das obras realizadas pelo Estado, que incluía também o Centro Cívico e tinha a arquitetura como expressão de modernidade.

O Guaíra, Le Corbusier e o construtivismo russo

A influência exercida pelo projeto do Palácio dos Soviéticos (1931), em Moscou, desenvolvido por Le Corbusier junto aos arquitetos do Movimento Moderno, permite estabelecer algumas relações entre o Teatro Guaíra e o Construtivismo Russo.

Os primeiros teatros projetados pelo Movimento Moderno não foram executados, como o Teatro Total (1927), de Walter Gropius, e o Teatro Estatal da Ucrânia (1931), dos russos Alexander e Victor Vesnin, com quem Le Corbusier esteve reunido em sua primeira visita a Moscou, em 1928. A relação com o Construtivismo se expressa na exuberância da volumetria do Palácio dos Soviéticos, em contraste com a fase purista da década de 1920.

Os projetos do Movimento Moderno adotavam o conceito "a forma segue a função". Os auditórios desses projetos têm disposição espacial em forma trapezoidal, perceptível externamente ao edifício, uma novidade em relação às tipologias acadêmicas. As variações ocorrem na forma de dispor o saguão de acesso e a área do palco.

Apesar da originalidade na distribuição dos volumes, na implantação monumental e sua relação de contraste com a cidade, permanecem os conceitos de simetria e composição clássica. O Teatro Guaíra também apresenta proporções de simetria, quer em sua disposição volumétrica como na relação com o entorno, visto que o projeto original foi concebido para ser implantado em uma praça. A mudança para um quarteirão com menor área fez com que o teatro ficasse "apertado" no local onde foi construído. A valorização do percurso arquitetônico, desde a entrada ao nível da rua até o acesso ao auditório, no segundo pavimento, recurso utilizado pelas academias Beaux Arts, foi herdado também por Le Corbusier e Oscar Niemeyer.



Meister enfrentou grandes dificuldades no desenvolvimento do projeto e na definição do programa quanto à especificidade do teatro, na falta de assessoria para as soluções de acústica e de visibilidade. Para Meister, "um auditório é como uma caixa de violino, cuja missão é amplificar os sons naturais em seus timbres corretos, sem que ocorram distorções". O esforço para solucionar tais dificuldades levou Meister a desenvolver um conhecimento aprofundado sobre visibilidade e acústica de auditórios, de forma autodidata, apoiando-se em literatura estrangeira. Manteve também correspondência com o arquiteto alemão Ben Schlanger, criador das curvas de visibilidade em auditórios, que trabalhava nos projetos de cinemas em Hollywood.

Meister participou como representante da América Latina no Congresso da Society of Motion Pictures and Television Engineers de Montreal, no Canadá, em 1965, onde apresentou sua tese Morfologia dos cine-auditórios, elaborada como exame de cátedra na UFPR, em 1957.

O pequeno auditório para 504 pessoas, o "Guairinha", foi inaugurado em 1954, e o grande auditório, para 2.174 pessoas, foi concluído em 1974. Meister projetou ainda o Auditório da Reitoria da UFPR, para 700 lugares, com uma disposição espacial peculiar: o acesso principal acontece pela parte inferior da platéia. Nessa obra, Meister obteve expressivo efeito estético em razão do uso de pórticos de concreto revestidos de granito, que também servem de pilotis para o saguão de entrada, cuja ampla esquadria com vidros permite a visualização do interior pela rua 15 de Novembro.

Racionalismo e rigor construtivo
Depois da experiência corbusiana do Teatro Guaíra, Meister foi "contagiado" pelo classicismo de Mies van der Rohe, na vertente do racionalismo metodológico-didático segundo descrição de Giulio Carlo Argan em Arte moderna - do iluminismo aos movimentos contemporâneos. O trabalho de Meister em Curitiba encontra paralelo com os escritórios de Rino Levi e Oswaldo Bratke, em São Paulo, e com MMM Roberto no Rio de Janeiro, prestigiados tanto pela competência profissional no atendimento de programas complexos, quanto pela qualidade arquitetônica reconhecida nos meios culturais. Tais escritórios serviram de modelo para o jovem Meister em seu início de carreira.

Meister absorveu o racionalismo do Movimento Moderno compreendendo as possibilidades tecnológicas disponíveis no Brasil e também as necessidades de conforto ambiental. Como não se dispunha de parque industrial capaz de possibilitar a execução de edifícios com o apuro de detalhamento das torres de aço e vidro de Mies, os brasileiros trabalharam com o concreto armado. A arquitetura desenvolvida em Curitiba procurava atender o clima temperado de uma cidade localizada em um planalto a 900 metros do nível do mar. O frio e o vento mais intensos no inverno fizeram com que o uso de pilotis fosse menos comum em Curitiba.

No projeto de sua própria casa, Meister estabeleceu relações formais com as moradias destinadas aos professores da Bauhaus, desenhadas por Gropius. Uma elegante passarela de concreto armado faz a ligação do corpo da casa com o volume do abrigo para automóveis. Complementa a composição estética da casa o uso de paredes de tijolo à vista e esquadrias de ferro dispostas sem o uso de vergas de modo a permitir maior fluidez espacial entre os ambientes internos e externos.

Depois da execução do auditório da reitoria da UFPR, Meister realizou um projeto de grande porte, o Centro Politécnico da UFPR. Inspirado no Illinois Institute of Technology - IIT (1939-1958), em Chicago, obra de Mies, o novo conjunto de edificações, localizado em um vasto terreno afastado da malha urbana, adotou semelhante proposta de implantação dos blocos, de acordo com o espírito funcionalista dos CIAMs. A qualidade tectônica do conjunto dos edifícios realça a boa arquitetura do projeto, 50 anos após a sua concepção. O edifício principal de administração, com cinco pavimentos, se destaca no conjunto. A disposição em lâmina, a estrutura independente, as esquadrias moduladas e o pavimento térreo com amplo espaço livre e recuado em relação ao balanço do corpo do edifício estão entre as principais características do Movimento Moderno.

Outro projeto em lâmina desenvolvido por Meister foi o do edifício-sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP). As fachadas laterais da construção dispõem de esquadrias moduladas que compõem com as aberturas das faces laterais. A composição de pilares, vigas e esquadrias adotam um rigor geométrico dentro da melhor tradição classicista do Movimento Moderno. O uso de revestimento cerâmico nas alvenarias de vedação externa, contrastando com pilares e vigas de concreto aparente, é uma linguagem freqüente na expressão estética dos edifícios de Curitiba.

O edifício Barão do Rio Branco (1958), projetado em parceria com Salvador Candia, iniciou uma série de obras destinadas a edifícios de escritório. Uma dessas é o prédio da Caixa Econômica, na praça Carlos Gomes, cuja implantação em terreno de esquina adota a tipologia torre sobre embasamento. O edifício se insere perfeitamente na esquina, como se percebe ao nível da rua, e exibe uma excelente relação entre as grandes esquadrias, inter-relacionando o interior da agência com o espaço público da calçada. O auditório, no último pavimento, complementa o coroamento da edificação.



O edifício da Agência Bamerindus HSBC é uma interpretação brasileira do racionalismo metodológico-didático. Localizado em uma esquina, observa-se correta e bem proporcionada solução estrutural, e elegante uso de brises-soleis. Esse projeto foi a última e mais arrojada aplicação do Plano Massa de Alfred Agache, que imaginava uma galeria coberta ao longo de toda a rua 15.

Com a construção da sede da Prefeitura Municipal de Curitiba concluiu-se a transferência dos edifícios administrativos estaduais e municipais para o Centro Cívico. Construído quase dez anos depois dos projetos de inspiração carioca, esse edifício projetado por Meister é o mais miesiano do conjunto arquitetônico do Centro Cívico, com a sobriedade característica de sua produção nas décadas de 1950 e 1960.

Localizada nas proximidades do Centro Cívico, a sede do Centro de Processamento de Dados do Paraná (Celepar), empresa de capital misto, é uma edificação de dois pavimentos implantada na parte mais alta de amplo terreno.

O projeto da Rodoferroviária é uma de suas últimas obras públicas. A solução de Meister demonstra sua capacidade de resolver uma estrutura simples, com os grandes vãos que o programa solicitava e usando telhas de cimento-amianto. Um detalhe construtivo chama atenção na concepção estética da obra: o pilar que "torce" de lado, na relação do apoio no piso e na junção com a viga superior.

Meister não se deixa influenciar pelo brutalismo dos arquitetos paulistas, muitos deles professores do curso da UFPR. Contudo, em meados da década de 1970 ocorreu uma mudança de atitude em seu escritório, com a adoção de uma linguagem mais wrightiana na distribuição espacial e no uso de "materiais naturais", como tijolo, madeira e pedra. O projeto da casa Manoel Rosemann mostra que o uso de um vocabulário consagrado, como o das praire houses de Frank Lloyd Wrigth, é atemporal. O Centro de Atividades do Sesc, em Curitiba, é um edifício composto por espaços de uso múltiplo, que apresenta volumetria bem dosada no uso de tijolo a concreto armado.

Dentro do consagrado panorama da arquitetura brasileira construída nas décadas de 1950 e 1960, a obra de Rubens Meister tem características acentuadamente tectônicas. Rigor projetual e funcional, honestidade nas soluções construtivas e despojamento estético fazem da obra de Rubens Meister um clássico da arquitetura do Movimento Moderno no Brasil.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Top 10 reasons to date an Archi Student...!!!



Top 10 reasons why to date an Archi...!!!


1. all night long, all night strong.

2. we are damn good with our hands.

3. if we can commit to chipboard, relationships should be easy.

4. you should see the things we errect.

5. use to doing things over and over again.

6. finishing early never happenes.

7. we know the true meaning of interpretation

8. creative positioning.

9. work well in groups

10. entry and passage are always exciting.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

semana acadêmica!




agora chega do blog do gau ser chat pro thiago e pro yoshi! todo mundo tem que votar aqui pro tema da semana acadêmica... e quem não gostar dos que estão ali podem votar em outro e discutir nos comentários!! e quem nunca entro no blog antes aproveita pra ler tudo que já tem aí... e se tiver muita paciência ler as discussões nos comentários...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Koolhaas kids comes to age



Bom galerinha do barulho... esse texto fala um pouco do "futuro"... uma entrevista com Joshua Prince-Ramus, ex-aluno e ex-sócio do Koolhaas falando de como é trabalhar com ele e agora seguir escritório próprio (REX, roubado do OMA-NY)... acho que apesar do tamanho, vale a pena dar uma conferida, e treinar o inglês.
E pra quem curtir, vale a pena essa palestra dele no TED Talks (também em inglês)

FEBRUARY 23, 2006
Architecture
By Andrew Blum

The Koolhaas Kids Come of Age
Joshua Prince-Ramus explains why disciples of Rem Koolhaas are moving beyond the iconic Dutch architect's ideas, with a more collaborative style

Rem Koolhaas, the Dutch architect famous for his coy theories on cities -- and, more recently, for dramatic and cerebral buildings such as the Seattle Central Library -- casts a long shadow. No one knows this better than Joshua Prince-Ramus, the majority owner and lead partner of the New York branch of the Office of Metropolitan Architecture (OMA), the firm Koolhaas founded in Rotterdam in 1975. Prince-Ramus and his colleagues are currently designing a theater for the Dallas Performing Arts Center, an art museum and mixed-use complex in Louisville, and an academic building at the California Institute of Technology in Pasadena.
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But they are also engaged in creating a new paradigm for architecture firms -- one that forcefully questions the mantle of fame bequeathed to them by Koolhaas, and with it the idea of architecture as an art form defined by independent geniuses. Instead, they are creating a methodology that fosters innovation with a collaborative, highly conceptual approach they describe as "hyper-rational." More importantly, it argues that dramatic, energizing, eye-popping architecture need no longer be the exclusive domain of celebrity architects and their indulgent clients.

BusinessWeek Online Contributing Editor Andrew Blum spoke with Prince-Ramus at OMA's office in New York, the week before the architect headed out to the TED Conference in Monterrey, Calif.

The completion -- to incredible acclaim -- of the Seattle Central Library in 2004 highlighted your conceptual, research-based approach to architecture. Can you describe it?
We believe in a hyper-rational process where you accept the constraints, conditions, and challenges of a project, and you attempt to engage them by going back to first principles. You don't accept any convention. If someone says, "This is how you solve that problem," you give them the bird. You just say, "I don't want to hear it."

Can you give me an example?
A good example is the [Charles and Dee Wyly Theatre] in Dallas. The theater consultant kept saying that the fly tower has to be a concrete structure like this and this and this. But we said, "Don't give us predigested solutions. Tell us what it needs to do, and let us figure out how to build it." We truly wanted to go back to first principles: What does it mean to create an acoustic enclosure?

Our observation is that if you do this hyper-rational, almost dumb process of taking everything back to first principles, it's tiring as hell, but you start to construct something that has never been done before -- something that transcends convention. The [Seattle Central Library] is another example. I have never presented that project on formal terms. I always take people through the logic of it, and every move in that project was obsessively rational -- to a fault, even.


But isn't there some conceit in that? At some point, aren't you trying to make it pretty?
[The] Seattle [Central Library] is ugly -- or some people think so. When we first unveiled it, it made people uncomfortable, because it had never been seen before. People also said the Sydney Opera House and the Eiffel Tower and [the Guggenheim] Bilbao were vile when they were unveiled. That's not to say if something's vile, that means it's good.

But with Seattle, we learned a really important lesson: Whenever we tried to make an ugly angle beautiful, it fell apart -- it didn't look good at all. The building started to look cute, and therefore didn't work -- it became just a silly shape. The reason we use the word "performance" to talk about our work is that form also performs. It's not to say that we don't look at it and evaluate it on aesthetic terms. But we don't start there.

Did you learn this hyper-rational approach from Rem Koolhaas?
I would say definitely Rem was the original author. And the reason I say "original" is because I don't think he's always that comfortable with the way we work in [the] New York [office]. Either he's changed or we've changed. But he often levels the critique that we build the argument so tight that there's no room for anyone to maneuver. And my response to him is: "You're starting to design more as a virtuoso, not as a thinker."

But there has been a very important reason -- aside from the fact that it happens to also be our affinity -- why we're doing what we're doing in New York. We couldn't get away with virtuosity! Rem can. Rem stamps his feet, throws a tantrum, and people are going to listen. If I do it, I'm going to get fired.

I have to have a different palette. People won't question his work. They will mine. I -- or whoever is presenting -- need to build up an argument that is undeniable, irrefutable, that cannot be toppled. And often that's when Rem levels the criticism that he feels straitjacketed by what we're doing. And I say, "That's because that's the only way that we, sans you, are going to get to this conclusion."

But without Rem's "virtuosity" -- or at least without the fame he has achieved as an architect -- there's no way you'd be able to even get the projects you're getting. So can you really move past the "star architect" model?
It's a good question. The danger we could fall into is that I will become the replacement for Rem. I'm one of the few Americans in the office, I'm more articulate in English, I've been here longer, and I own the company. So it's easy for me to do that. But if we're going to survive doing what we're doing, it can't happen.

So you have to become the public face of the firm, while acknowledging the collaborative nature of the design?
There will always be different roles here, but to be successful, it's incumbent on us that everyone sees themselves in a different role, not a better or worse role. So it's very important to me that you mention the others.

Say their names now.
Erez Ella, David Chacon, Gregers Tang Thomsen, Robert Donnelly, Selva Gurdogan, Tim Archambault, Vanessa Kassabian, Vincent Bandy. That's the core. That's the group that fights on a daily basis -- with each other, for the project, with the client, against the client.

You recently revealed the design for Museum Plaza in downtown Louisville -- a combined art museum and mixed-use development. How did a speculative, developer-driven project mesh with your process?
With Louisville, we had a very unusual problem. Normally a developer says, "I see an opportunity, and I want to maximize that opportunity. And then maybe I'm going to throw some culture at it to push it through." But this was the inverse. They started out with a kernel, which was about art. And to pay for that, [the project's speculative office and housing] had to be very efficient.

But when we first started talking about the project, we didn't know how big it was or how much it was going to cost or how big the museum was going to be -- nobody knew. So we tackled those things as a group. And the commitment we made early on is that we would take [the developers'] economic drivers very very seriously. Instead of resisting a developer's imperatives, we said, "Cool, interesting, let's make the best of their problem."

So that means you're designing within those constraints?
We're seeing constraints as opportunities. It's not like we're getting around the constraints. We're saying, "The project's just the constraints." If we can solve the constraints, that's where the form will come, that's where the beauty will come, that's where the logic will come. And more likely than not, you can get it built, you can get it financed, you can get it on budget.

It's certainly different from an architect sketching a building on the back of a cocktail napkin.
If it takes an unlimited budget and a client willing to walk off the edge, then architecture is only able to work in 0.1 of 0.1% of the projects in the world. That means that architecture will only happen when the skies open up and clients come from heaven. Architecture should be able to happen with a developer.

What kind of projects does OMA New York want to work on?
We want to work on kinds of projects we've never worked on before. We would be very nervous to do another library right now. Frankly, it would be hard. We truly believe we solved the problem last time.

But I would be equally concerned that we would be a bit bored, because we feel we already know the project well, and that we have so much conviction that we'd fail to go back to first principles. Until we get tired, that's the way we're going to do things. Maybe then we'll make some money and get the beach house, and the senior people will show up once a week.


Ass.: Thiago

sexta-feira, 29 de maio de 2009



From the same folks that brought you the Ordos 100, a planned community in Inner Mongolia, China designed by a list of not-yet-ready-for-primetime architects (Preston Scott Cohen, Lyn Rice, Moshiko Tori, Michel Rojkind, etc) comes a new international architecture prize for architectural achievement...the ORDOS

Unlike other major prizes that recognize an architect for a significant project or body of work, The Ordos Prize is the first to honor emerging young talent and innovative design that engages both the physical and social environment. ” says Rem Koolhaas, who heads The Ordos Prize Jury.

The Ordos Prize will be awarded on August 20, 2009, at a unique Mongolian-style ceremony in Ordos.

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q q vcs acham!? funciona?!

http://www.ordosprize.org/

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Carro ou metrô, o grande equívoco


Dae pessoas!

Saímos um pouco de projeto propriamente dito e vamos falar um pouco de planejamento urbano...

Bom, pra quem não sabe, meu tfg tem um pouco a ver com mobilidade urbana e tals e, procurando sobre o assunto, achei esse texto interessante do nosso digníssimo ex-professor (??).

O assunto é polêmico e acho que vale a discussão. So, Lets go!


Publicado em 16/05/2009 | JAIME LERNER


Um dos grandes equívocos na discussão dos problemas das cidades no mundo inteiro é a polarização entre a opção pelo carro ou pelo metrô no enfrentamento dos desafios da mobilidade urbana.

Com o crescimento do número de carros nas ruas, alimenta-se o imaginário popular com a ideia de que a solução seria a ampliação da infraestrutura viária, como viadutos e vias expressas, e o consequente aumento de grandes estacionamentos – subterrâneos ou não – e a adoção de toda a parafernália que acompanha a opção pelo automóvel com as metodologias de engenharia de trânsito.

Para contrabalançar isso, vende-se a ideia de que só o metrô poderia resolver essa confusão fenomenal. E aí aparecem os ‘vendedores’ de sistemas enterrados a abastecer a mente dos prefeitos com essa solução.

Nada como um metrô para se prometer ao cidadão, já que esse veículo rápido a correr pelo subsolo, sem depender do trânsito caótico, levando as pessoas confortável e rapidamente ao seu destino, parece o ideal.

Se o metrô em si é rápido, o tempo de deslocamento total necessariamente não o é. E por quê? As estações são mais espaçadas, portanto há que se caminhar mais para alcançá-las. Depois, descer (e subir) por escadarias imensas, nem sempre automatizadas, e percorrer longos corredores até se chegar à plataforma desejada, onde se aguarda cada comboio em média de dois a cinco minutos. Caso haja a necessidade de se fazer uma correspondência com outra linha, repete-se o processo anterior, consumindo outros 15 ou 20 minutos preciosos.

Resultado: o tempo de viagem aumenta, e a corrida de obstáculos que esses percursos representam, principalmente para adultos, acompanhados de crianças e idosos (sem considerar as pessoas com limitações de mobilidade), consome muita energia. Cinquenta minutos depois, cansado e suado, você chega ao seu destino. E aí você ainda tem de subir outra escadaria e caminhar bastante, se não souber o ponto exato de emergir.

Mas, afinal, é bom o metrô? É ótimo! Contudo, não se pode esquecer que construir uma nova rede completa de metrô já não é mais possível para as cidades de hoje. Londres, Paris, Moscou e Nova Iorque têm redes extensas, mas que tiveram sua construção iniciada há cem, 120 anos, quando os custos de se trabalhar no subsolo eram mais baratos.

Hoje, uma metrópole como São Paulo, por exemplo, tem quatro linhas, mas 84% dos deslocamentos são em superfície.

Embora eu acredite que o futuro está na superfície, não procuro provar qual sistema é o melhor. Cada cidade precisa extrair o melhor de cada modo de transporte que tenha, seja na superfície, seja subterrâneo. A chave reside em não se ter sistemas competindo no mesmo espaço e utilizar tudo aquilo que a cidade tem da forma mais efetiva.

Na minha opinião, os sistemas em superfície têm a vantagem de, com as características corretas (tais como canaletas exclusivas, embarque em nível e pré-pago e frequência elevada que chamamos de BRT, Bus Rapid Transport), alcançar um desempenho similar ou maior do que o do metrô subterrâneo, e por um custo acessível a todas as cidades e com uma implantação muito mais rápida. Ainda, há que se considerar a utilização de veículos individuais associados aos demais elementos da rede pública de transporte, como é o caso das bicicletas (o Velib) em Paris.

O que o grupo de “vendedores” do metrô não lhe conta é a quantidade imensa de recursos necessários para implantar uma única linha subterrânea que, contando todos os estudos, pode levar 20, 30 anos para ser construída. A operação terá de ser subsidiada, e aí recursos que se destinariam à educação, saúde, atenção à criança, irão para o brejo.

Ah, sim! Aí vem a pressão! Sem metrô o Brasil não irá sediar a Copa do Mundo. Como se o técnico dessa solução de mobilidade fosse o Dunga.

Curitiba transporta 2,3 milhões de passageiros/dia em seu sistema em superfície, mais ou menos o mesmo que o metrô de São Paulo, e mais do que o metrô e o trem de subúrbio do Rio de Janeiro, juntos.

Um recente estudo avaliou que, para ampliar a sua capacidade de transporte em 3 milhões de passageiros/dia, o Rio precisaria investir R$ 3 bilhões (30% recursos do governo em obras, 70% da iniciativa privada em frota). Logo, com R$ 1 bilhão – o equivalente ao custo de quatro quilômetros de metrô –, a cidade poderia transportar 3 milhões de usuários a mais, em excelentes condições de conforto e segurança no sistema BRT.

Mas por que então alguns excelentes prefeitos embarcam nesse ‘metrô furado’, ou no furo para o metrô? Porque precisam anunciar ideias para pessoas que têm seu imaginário alimentado por idealizações. Seria o equivalente a lhe prometer a Angelina Jolie e lhe entregar o Clint Eastwood. E quem estimula isso: tecnocratas que contribuem para a deterioração dos sistemas de superfície pela má operação, visando apressar a “necessidade” de um metrô.

Por outro lado, cerca de 83 cidades do mundo como Seul, Bogotá, Cidade do México, Los Angeles, algumas delas maiores que São Paulo, estão implantando o que eles chamam o BRT de Curitiba.

Jaime Lerner, arquiteto e urbanista, foi prefeito de Curitiba e governador do Paraná. É consultor de urbanismo da ONU e presidiu a União Internacional de Arquitetos (UIA), sediada em Paris.


Quem tiver interesse e um pouco mais de paciência, tem esse link tbm:

Metrô é a solução!?

(ops! tomei a liberdade de postar como Gau...)
Ass.: Nelson

terça-feira, 26 de maio de 2009

Pavilhão Brasileiro em Shangai 2010



Saiu o resultado do concurso (que ninguém ficou sabendo) para o Pavilhão Brasileiro na Expo 2010 Shangai.

"Como o tema da exposição universal é "Better City, Better Life" (em tradução literal, "Cidade Melhor, Vida Melhor"), o projeto vencedor é baseado nas "Cidades Pulsantes" do Brasil. Segundo informações de Marcel Tanaka, arquiteto do escritório Fernando Brandão Arquitetura + Design e colaborador do projeto, a fachada do pavilhão, na forma de um parêntese invertido, representa justamente essa pulsação. "Em desenhos animados essa forma sempre representa algo vibrando, pulsando. Por isso, desenvolvemos essa fachada", explica Tanaka."

Interessante comparar com os Pavilhões escolhidos de outros países (detalhe para o da Dinamarca, do BIG)

Nos comentários, o que você achou do projeto e sobre este (e outros) concursos...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Modelos Para Maquetes



Apesar de ainda gostar das escalas humanas do herminio, aih vai um tesouro da modernidade.. 5 euros uma cartela, que até na escala 1:500 fika muuuiito bom!!!!
quem naum tiver gostando das postagens em ingles, avise.... é q eh um saco fikar traduzindo....


The small, stainless steel silhouette figures are finely crafted and decoratively detailed. Even on a scale of 1:500 the individual figures and their personalities are clearly recognizable. The production method deploys the photo-mechanical etching technique that was developed in conjunction with solid state technology used in the production of computer chips – allowing extraordinary precision. In comparison to other silhouette figures made of synthetic material or brass, the matted stainless steel is used to full artistic effect. These miniature designs are elegant, modern – and timeless. They are provided with subtle pin and have a predetermined breaking point for safety. Individual figures can thus be simply removed if necessary. The figures are fastened to the model through a small hole with the aid of a cutter.

12 Reasons to Refuse to Render!



Foi mal ter postado em ingles, mas é que eu não tô com saco pra traduzir.... abras!

Now there are tasks that you cannot avoid doing at a practice that will cause you to hate your job. And then there are tasks that you can pleasantly avoid in order to make your life a lot easier. One of these tasks that you should try to avoid at all costs is 3D rendering.

It sounds like blasphemy really. Most people these days will graduate from their university with a greater knowledge of 3D modelling software than their knowledge of AutoCAD. I really didn’t believe that this could ever be the case but its true. I can say first hand that some friends straight out of such schools as Yale, Princeton, Columbia and SciArc knew nothing about AutoCAD. While this may give you a heads up at Gehry’s office, it doesn’t help you in the overwhelming majority of firms that you will work in.

Here are 12 Reasons why your should avoid rendering in your office at all costs.

1. You Will Lose Track of Time:

You can really get lost in your modelling. A whole work day can go by without you even realizing it. Worst of all, you can spend hours on a task that you expected to take a half an hour. In the end, you will find yourself staying later into the night while your coworkers punch out at 6.

2. More Demands on Your Time

There seems to be a very unfair expectation that employers have on the amount of time that it takes to complete a digital model. I have seen employers consistently assign a brand new 3D model to be completed and rendered for print in a two day period. While that may not seem like a short amount of time, we can easily forget that a considerable amount of time is going to be spent tweaking the vantage points and materials. Also, the employer will inevitably be requesting changes to the design or look once they see your progress prints.

3. The Employer Doesn’t Have Knowledge of the Software

There in lies maybe the biggest problem. Most of your supervisors will be older and have not been personally exposed to modelling software. They often feel as though computers have made things more instant or automated, when the truth of the matter is that computers have really just complicated things.

So as mentioned above, the employer will give you these assignments and constantly make changes to the model before you are done. Often times, the changes that they request will require near full remodels, so they can really be detrimental to getting renderings complete. This brings me to my next point

4. You Will Find Yourself Re-doing Things Over and Over

As you present various schemes and changes to your clients, you will find that you will have to model the same things over and over again. It is not unusual to have to go through 3-5 different drawing files in one day.

5. You Have to Sweat the Details

Aside from actually constructing the forms that make up the building massing, you also need to concentrate on those tedious details. Reflections, shading, material colors, mullions… you name it, are all items that must be coordinated into your rendering in order for it to come off as a believable form. Clients have little capacity for imagination and you really need to paint as clear of a picture as possible. The details are going to take up most of your time.

6. You Are On Your Own: No One Else Can Help You

Unfortunately, digital models practically have individual signatures embedded into them. What I mean is that it is easy to tell that one person modelled one drawing and another person was the author of another. When you are presenting multiple schemes, the same person really needs to be developing each one. It is the only way to deliver a professional presentation to a client. This means that none of your colleagues can help you out with the work load.

7. You May Have Knowledge in One Software But Not Another

There are so many different 3D software out there. I could name nearly ten of them but there are constantly new programs coming out that trump the others. I personally was used to using Formz when I came out of school. My first firm used 3D Studio Max and expected me to hit the ground running. I ended up having to learn the new interface while trying to keep up with my assignments. This led to longer nights at work that I would have rather spent back home of at happy hour.

8. You Lose Your Personal Space

Because your boss will be wanting to make those changes, he is basically going to be sitting on your lap and punching holes in your LCD screen. They just get sucked into your computer screen while you are still sitting at your desk! They will be putting their faces 3 inches away from your screen so they can inspect your work and you will most likely get familiar with the smell of their breath. To make matters worst, they will just stand there while you are frantically making their changes, even though it may take you 10 minutes to do so. You really just have to sit there and take it because its hard to tell your boss to buzz off.

9. You Won’t Be Working on Important Tasks

So while you are making pretty pictures, your friends in the office will be doing real work. Creating presentation images is indeed important and you will still be a valuable member of the team, but, in the end this won’t amount to anything more than an image that makes your client “oooh and ahh.”

!0. You Will Learn Less

This is similar to the last point. While you are modelling, you won’t be doing any detailing, space planning, or structural coordination. Really, you are going to be missing out on all of those “important tasks” that will make you a more complete architect. There is no 3d Modelling section on the exams.

11. You Will Be Under-appreciated

Because you won’t be involved in those other tasks that really result in a final set of working documents, your contribution won’t be recognized as much. 3D modelling is expected to be a simple automated process and the crazy amount of time you pour into your assignments will be diminished by your employers high expectations.

12. Professionals Do It Better

Seriously, they do. You could spend a solid month on a model and it won’t look as good as when a professional renderer works a day or two on the project. You don’t have the skill-set or the digital library to trump the professionals. From personal experience, I have seen a professional rendering firm model the entire Dubai Waterfront Development overnight…from scratch. These are the images that you have probably seen for a few years now, including the early images of the new world’s tallest building. That’s right, they were done in a span of one night! Could you possibly compete with that?


If rendering is something that you enjoy and you WANT to spend your days doing so, then go into rendering professionally. You will probably get paid more and you will be much more appreciated for your work. The renderer that my firm uses, who I talk to once or twice a week, was once an architect. He has enough knowledge about architecture that I can use industry terminology to convey my ideas. He also can work on projects from afar and can continually be challenged my different projects week after week.


by: youngarchitect

http://www.youngarchitect.net/12-reasons-to-refuse-to-render/